A Ceia de Natal - culinária típica

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ceia de Natal Culinária Típica

A noite de Natal, celebrada na madrugada do dia 24 para o dia 25 de dezembro, é

marcada pela reunião entre familiares e amigos, trocas de presentes e, claro, a tão

aguardada ceia natalina. Os alimentos típicos da época têm origens diversas que se unem

ao toque brasileiro dado às receitas. Ao mesmo tempo em que em muitas mesas não falta

o peru assado, herdado da América do Norte, em outras tantas a rabanada, copiada dos

colonizadores portugueses, é a estrela da vez. Separamos aqui a história de alguns dos

alimentos considerados tradicionais para o fim de ano. Caso você queira incluir mais

algum, é só colocar a sua opinião nos nossos comentários.

Peru de Natal: Importada dos norte-americanos, a tradição de comer peru no Natal é

baseada na cultura do Dia de Ação de Graças nos EUA, quando é o prato principal do

cardápio. Mas essa não é a única opção de carne natalina na mesa dos brasileiros. Uma

das alternativas é o chester, um frango com o peito mais desenvolvido e, portanto, maior

que os demais. Também há o tender, uma peça de presunto defumado de forma

arredondada, que costuma ser decorada com cravos da índia, característica do período

Panetone: Entre as diversas explicações para a origem do Panetone está a de que o pão,

com frutas cristalizadas e que demandava mais tempo para ser produzido, teria surgido

em Milão, quando era servido apenas em eventos especiais. Aos poucos, o produto teria

sido popularizado após a comercialização por uma empresa de produtos alimentícios. A

receita teria chegado ao Brasil no século XIX, trazida por imigrantes europeus.

Uvas passas: Estão presentes em diversos dos pratos natalinos. O uso mais comum é no

arroz,  conhecido como arroz à grega, que acompanha as carnes. Também são usadas na

receita da farofa natalina.

Rabanada: De origem portuguesa, a rabanada é tradicional no dia da Consoada, que

acontece em 24 de dezembro.  Feita com "sobras" de pão povilhadas com açúcar, a

sobremesa se tornou prato típico natalino. Também há relatos de que seria uma tradição

europeia servir rabanada para mulheres que davam à luz, com o intuito de que

produzissem mais leite.

Nozes, castanhas e avelãs: Frutos secos, típicos dos países nórdicos, podem ser

consumidos sozinhos ou em sobremesas. A associação com o Natal está relacionada à

época típica de produção das plantas nativas da Europa e da Ásia, que costumavam dar

frutos no fim de outono e começo do inverno. Histórias natalinas como a do quebra-

nozes, lançada em 1881, ajudaram a popularizar a tradição.

Salpicão: O nome do prato seria oriundo da palavra salpicón, comum na culinária

mexicana e francesa, e que faz referência ao preparo que leva ingredientes crus e molho.

Trata-se de um prato servido em forma de salada, frio. No Natal, a receita que leva

batatas, cenoura, frango e outras tantas opções de ingredientes costuma ser incrementada

com adicionais como nozes picadas e uvas passas.

O Natal pelo mundo

Itália
BRUXA SOLTA - Buon Natale!
Na terra da pizza, Papai Noel tem uma rival de peso. É a Befana, uma velha com cara de bruxa, que visita as casas no dia 5 de janeiro, deixando doces para as boas crianças e um carvão para as más. Sua generosidade seria fruto de arrependimento: ela teria negado abrigo e comida aos Reis Magos, quando eles seguiam para visitar Jesus, e agora tentaria reparar o mal que fez
França
PAZ À FRANCESA - Joyeux Noel!
Os franceses têm uma tradição natalina meio esquisita, mas edificante. É que, no dia 25 de dezembro, muita gente pratica a chamada reconciliação do Natal: a pessoa vai até a casa de um inimigo para fazer as pazes com ele. Deve ser bem chato passar a ceia de Natal com um desafeto, mas que é uma bela atitude, isso ninguém pode negar
Áustria
O ANTIPAPAI NOEL - Fröhliche Weihnachten!
Natal é sinônimo de festa e presentes? Pois, na Áustria, o buraco é mais embaixo. Conhecidos por sua sisudez, no dia 5 de dezembro, os austríacos celebram a existência do Krampus, espécie de demônio que puniria as crianças más. Na data, as pessoas saem às ruas fantasiadas como o tal capeta, batendo umas nas outras com uma vara, a arma do bicho
Holanda
AJUDANTE POLÊMICO - Vrolijk Kerstfeest!
Na Holanda, rola uma tradição polêmica: a festa do Zwarte Piet ("Pedro Preto", em português). Ele seria o ajudante negro do Papai Noel, sendo representado por pessoas com a cara pintada de preto, lábios de vermelho e peruca black power, que desfilam no dia 5 de dezembro. O costume é acusado de ter caráter essencialmente racista
Estados Unidos
LAREIRA FRIA - Merry Christmas!
No cinema, a festa de Natal americana sempre tem presentes, um pinheiro decorado e, claro, uma lareira acesa. Só que milhões de lares no país não possuem um fogo amigo na sala. Por isso, uma emissora de TV criou um solução televisiva: uma transmissão de 24 horas, sem parar, de uma lareira queimando! A fogueirinha bizarra já rola há mais de 40 anos

CHINA - Sheng Tan Kuai Loh! (em mandarim)
Os cristãos decoram sua casa com lanternas de papel, flores e árvores
de Natal. E as crianças também penduram meias para os presentes do Papai Noel. O Bom Velhinho é chamado de Dun Lhe dao Ren, que significa "Velho Natal"
ÍNDIA - Shub Naya Baras! (em hindi)
Os indianos celebram o nascimento de Jesus decorando plantas nativas do país, como a bananeira e a mangueira. Além disso, enfeitam a casa toda com folhas de bananeira, outras plantas e lamparinas feitas de argila
IRAQUE - Idah Saidan Wa Sanah Jadidah
As famílias cristãs se reúnem no quintal para ouvir histórias da natividade de Jesus. Depois, queima-se uma pilha de espinhos secos. Segundo a crença, a forma como o fogo queima indica como será o futuro daquela família
Rússia
O Natal não é reconhecido oficialmente. Mas, de 25 de dezembro a 5 de janeiro, os russos celebram o Festival do Inverno, tão importante quanto o nosso Natal. As pessoas decoram as chamadas "Árvores de Ano Novo". Um personagem parecido com o Papai Noel veste-se com roupa vermelha, usa barbas brancas e botas pretas. Sua ajudante chega badalando um sininho no dia do ano novo. Há russos que comemoram o Natal no dia 6 de janeiro. As crianças recebem presentes no primeiro dia do ano. 
 Suécia
As famílias suecas iniciam a comemoração do Natal em 13 de dezembro, dia de Santa Lúcia. A filha mais velha da família serve café e pães doces a todos, vestindo um robe branco, um cinto vermelho e uma coroa de velas acesas. Dois pratos bem tradicionais são o pão de gengibre e o peixe desidratado assado na manteiga.

A preparação para o Natal - Advento

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O que é Advento:
Recebem este nome as quatro semanas antes do Natal. Este período litúrgico evoca a dupla vinda de Jesus Cristo: a verificada em Belém, quando Ele veio ao mundo, e a que ocorrerá no Seu regresso no Dia do Juízo. Por isso a característica deste tempo, com o qual começa o ano eclesiástico, é a purificação como preparação para receber aquele que está para vir. O caráter penitencial do advento é acentuado pela cor litúrgica, que é o roxo.
Advento é um período mencionado no calendário religioso, é um tempo de alegria para os cristãos, caracterizado pela preparação para o nascimento de Jesus. É por essa razão que hoje em dia o período do advento é definido pelas quatro semanas que antecedem o Natal, tendo início no Domingo mais próximo do dia 30 de novembro, indo até o dia 24 de dezembro, sendo o primeiro tempo do ano litúrgico.
Segundo a Bíblia, o Anjo Gabriel apareceu a Maria numa visão, dizendo que em breve ela daria à luz a um menino, o filho de Deus que viria para trazer luz ao mundo. Esse tempo de espera é caracterizado hoje como advento.
Coroa do advento:
A coroa do advento é uma coroa de ramos de abeto, com quatro velas (círios), que se acendem uma após a outra nos quatro domingos do advento. Este costume é relativamente recente, que remonta talvez ao século XIX, e que se difundiu a partir da I Guerra Mundial.
Este ramo está pleno de simbolismo. A sua forma circular representa a eternidade e a sua cor remete para a esperança e vida. Em muitas coroas, existe uma fita vermelha, que simboliza o amor de Deus pela humanidade e o amor das pessoas que esperam o nascimento de Jesus.
Símbolos do advento:
forma circular
As ramas verdes
A fita vermelha
As bolas
As quatro velas
círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma ideia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.
Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na sua segunda e definitiva volta. Os ramos dos pinheiros permanecem verdes apesar dos rigorosos invernos, assim como os cristãos devem manter fé e a esperança apesar das tribulações da vida.
A fita e o laço vermelho que envolvem a grinalda simbolizam o Amor de Deus ou o próprio Espírito Santo a embalar toda criação que é remida com a chegada de Jesus.
As bolas simbolizam os frutos do Espírito Santo que brotam no coração de cada cristão.
As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento]. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho. Nos recorda a experiência de escuridão do pecado. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos ao passo das semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador. O mais adequado é que todas as velas da coroa do Advento sejam roxas, com exceção de uma que pode ser rosa para lembrar o Domingo Gaudete.
Neste ponto, temos que fazer uma cuidadosa distinção: as velas roxas são usadas na coroa do Advento, mas não fazem partes das velas para celebração do Santo Sacrifício da Missa, uma vez que a coroa do Advento surgiu da piedade popular. O segundo ponto é que as velas para a celebração da Missa não seguem a cor usada pelo celebrante. Portanto, é errado usarmos velas verdes durante o tempo Comum, ou vermelhas no Domingo de Ramos. As velas, como nos orientam os documentos da Igreja, devem ser de cera amarela ou de parafina branca, independentemente da cor litúrgica do dia. Somente o sacerdote manifesta a cor litúrgica do dia. Outra razão para não serem usadas as velas coloridas é que todos os símbolos da liturgia devem ser naturais, assim como a água, o vinho e etc.

Links : https://pt.wikipedia.org/wiki/Advento http://catedralsaocarlos.com.br/artigos/simbolos-do-advento

São Francisco de Assis e Presépio

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

   Trabalho de ensino religioso                                                                                                                                                                                       ALUNOS:André Motta, Isabela Andrade, Eduarda Medeiros 8SJA                                       São Francisco de Assis nasceu em Assis, Itália, em 1182.Era filho de Pedro de Bernardone, um rico comerciante, e Pia, de família nobre em Provença.Na juventude, Francisco era muito rico e esbanjava dinheiro com ostentações.Porém, os negócios de seu pai não lhe despertaram interesse, muito menos os estudos.O que ele queria mesmo era se divertir.Porém.São Boaventura, seu contemporâneo escreveu sobre ele:´´Mas, com o auxílio divino, jamais se deixou levar pelo ardor das paixões que dominavam os jovens de sua companhia´´.                                      

Pedro de Bernardone, ao saber o que seu fiho tinha feito, foi busca-lo indignado, levou-o para casa, bateu nele e acorrentou-o pelos pés.A mãe, porém, o libertou na ausência do marido, e o jovem retornou a São Damião.Seu pai foi de novo buscá-lo.Mandou que ele voltasse para casa ou renunciasse á sua herança.Francisco então renunciou a toda a herança e disse:As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las.Em seguida se desnudou e entregou suas roupas a seu pai, dizendo-lhe:Até agora tu tem sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer:Pai nosso, que estais nos céus.  

Francisco pedia esmola até que começou a reformar a Igreja de São Pedro.Foi morar em uma capela, chamada Porciúncula.Ali o céu lhe mostrou o que esperava dele:O trecho do Evangelho da Missa dizia:Ide a pregar, dizendo: o Reino de Deus tenha chegado.Daí gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente.Não possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias.                       
O presépio é talvez a mais antiga forma de caracterização do Natal. Sabe-se que foi São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, em 1223, o primeiro a usar a manjedoura com figuras esculpidas formando um presépio, tal qual o conhecemos hoje.A ideia surgiu enquanto o santo lia, numa de suas longas noites dedicadas á oração, um trecho de São Lucas que lembrava o nascimento de Cristo.Resolveu então montá-la em tamanho natural, em uma gruta de sua cidade.O que restou desse presépio encontra-se atualmente na Basílica de Santa Maior, em Roma.       

 O presépio de São Francisco incluía uma manjedoura, acima da qual foi improvisado um altar.Nesse cenário ocorreu a missa da meia-noite, na qual o próprio santo com a vestimenta de diácono cantou o Evangelho juntamente como povo simples e pronunciou um sermão sobre o nascimento do Menino Jesus.

Conta-se que naquela noite, especial, enquanto o santo proferia as palavras do evangelho sobre o nascimento de Jesus, todos os presentes puderam ver uma criança em seu colo, envolvida em um raio de luz. A cena foi narrada em 1229 por Tommaso da Celano, biografo de São Francisco de Assis. Desde então, os presépios foram se tornando cada vez mais populares e, além das figuras tradicionais do menino Jesus deitado na manjedoura, Maria e José, acabaram incluindo uma enorme variedade de personagens, como os pastores, os reis magos, a estrela e os animais.   
SÃO FRANCISCO DE ASSIS Disponível em catequisar.com.br/ Acesso em: out. 15   

Tradições e curiosidades da festa

O Presépio

A palavra Presépio deriva do latim praesepium, que quer dizer curral, estábulo ou lugar de recolha de gado.
Conta a tradição católica que o presépio teve origem surgiu no séc. XIII, em Úmbria (região da Itália central). Foi S. Francisco de Assis que, com a permissão do Papa, criou um presépio com figuras humanas e animais, recreando o local de nascimento de Jesus, que serviu de pano de fundo para a missa de Natal desse ano. Esta representação teve tanto sucesso, que se tornou numa referência Cristã, representativa do Natal, em quase todo o mundo.
Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas (por volta do séc. XVII). É colocado no início do Advento sem a figura do menino Jesus, que será posta na noite de Natal, após a missa do galo. O presépio é desmontado no dia seguinte ao Dia de Reis.
Na tradição Portuguesa, as figuras que se colocam no presépio, além da Sagrada família (S. José, Maria e o Menino Jesus), dos pastores e alguns animais, e dos três Reis Magos, também encontramos figuras como o moleiro e o seu moinho, lavadeiras, membros de um rancho folclórico e outros personagens típicos da cultura portuguesa. Tradicionalmente feito de barro, podemos encontrar ainda peças de diversos materiais, desde tecido ou madeira até porcelana fina.

Os Três Reis Magos


Os três Reis Magos surgem como sábios vindos do Oriente com o propósito de venerarem o Menino Jesus, o novo Rei dos Judeus que tinha nascido.
O caminho até Belém onde se encontrava o Menino, é-lhes indicado por uma estrela, a Estrela de Belém e devido à grande distância percorrida pelos Reis Magos até lá, diz-se que a visita destes se fez no dia 6 de Janeiro.
É no Evangelho de S. Mateus que encontramos a única referência à existência dos Reis Magos. Foi no séc. V que Orígenes, erudito da igreja antiga e Leão Magno, sacerdote e mais tarde Papa e Santo, lhes conferem o título de Reis Magos. E só no séc. VII é que lhe foram atribuídos nomes: Gaspar ("aquele que vai inspeccionar), Baltazar ("Deus manifesta o Rei") e Belchior/Melchior/Melquior ("meu Rei é luz"). No séc. XV é associada uma raça a cada um dos Reis Magos, de modo a representar toda a raça humana que se conhecia na época.
Por tradição diz-se que são três devido aos três presentes oferecidos: Ouro, Incenso e Mirra. Crê-se que não seriam propriamente Reis mas talvez Sacerdotes, Conselheiros ou até Astrónomos.
Na antiguidade, era costume oferecer-se ouro a um Rei, incenso a um Sacerdote e mirra a um Profeta. Por isso Belchior, de raça branca, ofereceu ouro reconhecendo-Lhe realeza; Gaspar, representando a raça amarela, ofereceu-Lhe incenso atribuindo-lhe divindade e, finalmente Baltazar, de raça negra, ofereceu mirra que representava a imortalidade.
É na idade média que começa a devoção aos Reis Magos e, no séc. VI as suas relíquias são levadas de Istambul para Milão. Sendo já considerados Santos em 1164, foram levados para a catedral de Colónia, na Alemanha.
Actualmente, os Reis Magos fazem parte das tradições de Natal, nomeadamente pelas suas figuras, que são colocadas junto ao presépio. Celebram o nascimento de Jesus, através da sua visita e da oferta de presentes, criando-se a tradição de trocar prendas nesta época festiva. Daí que, em países como a Espanha, se proceda à troca de prendas só no dia 6 de Janeiro.

Seia de Natal


Fazem parte dos pratos tradicionais da ceia de Natal dos nossos dias inúmeras receitas quer para a ceia propriamente dita quer para a sobremesa. 
O termo consoada refere-se não só à ceia de Natal em família mas também à entrega de prendas na época natalícia, como modo de demonstrar carinho e amizade pela pessoa a quem se oferece o presente.
A ceia de Natal ou chamada consoada apesar de estar associada a uma tradição cristã, é realizada hoje em dia em quase todo o mundo e por muitos não cristãos. Os pratos nela confecionados são variadíssimos e dependem da região onde se celebra, mas o seu objetivo principal é igual em todo o mundo: Unir a família à volta da mesa de jantar para confraternizar e celebrar um tempo de paz e amor.

A Coroa de Natal


O Advento (Adventus: chegada e Advenire: chegar a) traduz-se no primeiro tempo do ano litúrgico que antecede o Natal (corresponde às quatro semanas antes do Natal). Os cristãos consideram-no um tempo de preparação e de alegria que antecede o nascimento de Jesus. É um tempo para promover o arrependimento, a harmonia e a paz, e celebrar a vinda de Jesus Cristo à terra.
Entre os vários símbolos do Advento, encontramos a coroa de Natal ou grinalda do Advento.
O uso de coroas como decoração é um costume antigo. Os romanos usavam ramos verdes que enrolavam nas suas coroas. Também exibiam coroas de ramos verdes nas suas portas como sinal de saúde para todos os que lá habitavam.
A coroa de Natal caracteriza-se por ser feita de galhos verdes entrelaçados, de cipreste ou abeto, que representam a vida. Os seus galhos verdes, mesmo no inverno, significa que os cristãos devem manter a fé e a esperança, apesar de todas as contrariedades.
A coroa de Natal forma um círculo que representa a união existente entre Deus e os Homens, símbolo contínuo e eterno de amor a Deus e ao próximo e Dele pelos Homens.
Tradicionalmente, é decorada com quatro velas que representam as quatro semanas do Advento. As velas são acesas, uma a uma, a cada domingo, até estarem todas acesas. As velas indicam a proximidade do nascimento de Jesus, o Salvador, que trará luz ao mundo. Representam também a fé, a celebração e a alegria pelo Seu nascimento. A primeira vela a ser acesa representa o perdão que Deus concedeu a Adão e Eva; a segunda vela representa a fé de Abraão, a quem se anunciou a terra prometida; a terceira vela recorda a alegria do rei David quando Deus prometeu eterna aliança; a quarta e última vela lembra os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a vinda do Salvador. Normalmente, as cores das velas acompanham as cores das vestes litúrgicas do sacerdote nesta época (cor roxa para as velas que correspondem ao primeiro, segundo e quarto domingo, e a cor rosa para a vela do terceiro domingo).
A colocação da fita e do laço vermelho, envolvendo a grinalda, simbolizam o amor de Deus por todos nós, renascido pela vinda de Jesus.
As bolas, frutas ou pinhas que se podem colocar na coroa representam o fruto do Espírito Santo que sai dos corações de cada cristão.

A colocação da coroa de Natal numa casa representa a presença de Jesus nesse lar. É costume ser posta na porta de entrada, mas pode também pode ser colocada dentro de casa.

Bolas de Natal


As bolas de Natal tornaram-se praticamente um elemento obrigatório quando se trata de enfeitar a árvore de Natal.

Na antiguidade, a árvore de Natal, geralmente um pinheiro ou um carvalho, era considerada sagrada e representava a vida e a salvação. Os seus enfeites eram constituídos por pedras e frutos, principalmente maçãs, que sendo de casca amarela, representavam os frutos de ouro existentes no paraíso.

A partir do século VI, os enfeites de Natal evoluíram: As maçãs, perecíveis, foram substituídas por bolas e outros enfeites, representando igualmente os frutos da vida. 

A sua posição na árvore também era importante, pois representa uma hierarquia em que quanto mais alta a bola estivesse na árvore, maior espiritualidade representava.

A tradição da colocação de bolas de Natal na árvore varia, não só no seu tamanho e cor, como no número de bolas colocadas: Em algumas famílias colocam-se somente 12 bolas (ou múltiplos de 12) em representação dos 12 apóstolos. Noutras colocam-se 33 bolas para lembrar a idade de Cristo aquando da sua morte na terra. Há ainda quem coloque 24 a 28 bolas, uma a uma, de modo a acompanhar cada dia do advento (primeiro tempo do ano litúrgico, antes do Natal). 

A Árvore de Natal


O uso de uma árvore como símbolo remonta desde o segundo milénio antes de cristo. Os Indo-europeus consideravam as árvores expressão de fertilidade, prestando-lhe culto. Por outro lado, a civilização Egípcia atribuía à tamareira o significado vida, representando os vários estágios da vida humana (árvore da vida). Esta era enfeitada com doces e frutas. Também os Gregos usavam as árvores como “intermediários” entre o céu e a terra, fazendo através delas, reverência aos deuses. Os Romanos costumavam enfeitar pinheiros com máscaras de Baco, o deus do vinho, para venerar o deus Saturno, que era o deus da agricultura, da justiça e da força. A festa era chamada de “Saturnália” e coincidia com o nosso Natal. Já na China, o pinheiro significa longevidade, enquanto no Japão simboliza imortalidade.
A primeira referência à árvore de Natal aparece no séc. XVI, na Alemanha (Straßburg), que é hoje território francês (Strasbourg), e conhecemos por Estrasburgo. As famílias de lá costumavam enfeitar os pinheiros, na época de Natal, com luzes, flores de papel colorido, doces e frutas. Esse costume foi-se espalhando primeiro por França (séc. XIX), Inglaterra (séc. XIX), Estados Unidos e, no séc. XX, tornou-se tradição em Espanha e na maior parte dos países da América Latina.
Também se conta que a origem da árvore de natal foi quando o sacerdote Martinho Lutero, também no séc. XVI, adornou uma árvore com luzes no dia de Natal, de modo a simbolizar o nascimento de Jesus, luz do mundo.
No início, a Igreja Cristã negou-se a adoptar esta tradição pagã. O pinheiro de Natal só passou a fazer parte das decorações natalícias nos lares cristãos há cerca de 100 anos. Quando os missionários adoptaram o costume da árvore de Natal, escolheram o abeto, de forma triangular, para representar a Santíssima trindade, de modo a apagar a simbologia pagã associada.
Segundo a tradição alemã, ao decorar árvore de Natal, deveremos incluir doze adornos, de modo a garantir a felicidade desse lar, que passamos a nomear:
- Uma casa, que significa protecção;
- Um coelho, que significa esperança;
- Uma chávena, que significa hospitalidade;
- Um pássaro, que significa alegria;
- Uma rosa, que significa afecto;
- Um cesto de frutas, que significa generosidade;
- Um peixe, que significa a bênção de Cristo;
- Uma pinha, que significa abundância;
- Um pai Natal, que significa generosidade;
- Um cesto de flores, que significa bons desejos;
- Um coração, que significa amor;
- Luz, que significa a vida (Cristo).
Hoje em dia encontramos a árvore de Natal em quase todas as casas, quer se trate de famílias cristãs ou não, como elemento decorativo da época de Natal.

Em certas ordens religiosas, as bolas de Natal representam orações para o período do Advento, e cada cor tem o seu significado: Bolas azuis representam orações de arrependimento, bolas prateadas representam orações de agradecimento, as bolas douradas, orações de louvor e as vermelhas, orações de prece.

As primeiras bolas coloridas de vidro surgiram no séc. XVIII e foram feitas por sopradores de vidrodaBoémia(RepúblicaCheca).

Quer seja seguindo um ritual ou tradição, ou ainda, colocadas aleatoriamente, as bolas de Natal continuam a ser um enfeite de destaque em todas as árvores de Natal.

O Postal de Natal


Na época de Natal, o inglês Sir Henry Cole costumava escrever a todos os seus conhecidos e familiares, a desejar-lhes Boas Festas. Director do South Kensington Museam, escritor e editor de vários livros e jornais, entre os quais contos para crianças, livros de arquitectura e escultura, além de assistente no “Public Records Office” (uma das três organizações que formam o arquivo nacional no Reino Unido), Sir Cole costumava enviar na época de Natal, cartas desejando Boas Festas a um elevado número de pessoas. Como isso se tornava um trabalho cada vez mais moroso e tendo pouco tempo para o fazer, lembrou-se de criar um postal em que tivesse escrita uma mensagem de Natal, e que pudesse ser copiado o número de vezes necessárias para enviar a todos os seus contactos. A criação deste postal foi entregue ao pintor John Callcott Horsley, em Dezembro de 1843.
Os primeiros postais foram impressos num cartão por Jobbins em Londres, e pintados à mão. Continham a mensagem de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” acompanhada de uma imagem onde se via uma família a fazer um brinde com um copo de vinho tinto, incluindo as crianças, à pessoa a quem se dirigia o postal, juntamente com outras imagens de gestos de generosidade. Os postais não usados por Sir Henry Cole, foram publicados no jornal Summerly’s Home Treasury do qual era sócio e vendidos por um xelim.
A imagem utilizada nos postais foi motivo de várias críticas, devido a mostrar as crianças a beber vinho. Por isso, foram retirados do mercado, tendo sido vendidos ao todo cerca de mil postais.
Sir Henry Cole não voltou a usar este método para desejar boas festas aos seus conhecidos mas criou um hábito, que rapidamente se espalhou em quase todo o mundo.

A Estrela de Natal


A estrela de Natal, também conhecida como a estrela de Belém, tornou-se num ornamento típico das nossas casas, na época de Natal.
É colocada no topo da árvore de Natal ou no presépio e lembra-nos a estrela que guiou os três Reis Magos até ao local onde o menino Jesus nasceu.
A estrela característica possui quatro pontas que representam os pontos cardeais (norte, sul, este, oeste) e uma cauda luminosa, fazendo lembrar um cometa. Também se usa a estrela de cinco pontas lembrando o ser humano (Cabeça, braços e pernas).
A estrela de Natal para além de ter orientado os reis magos, representa a Luz do Mundo, Jesus Cristo.
Cientificamente, Johannes Kepler, astrónomo, matemático e astrólogo alemão do séc. XVII, explica o aparecimento da estrela de Belém com o facto de ter havido, na altura, uma conjunção entre o planeta Júpiter e o planeta Saturno, na constelação de peixes, que levou a formação de uma luz intensa, fora do normal, e que deu origem a esta “estrela”.
A referência bíblica da estrela de Natal é feita no Evangelho de Mateus, onde relata a vinda de sábios do oriente para visitar o Messias recém-nascido. Como não sabiam onde se encontrava Jesus, os três Reis Magos perguntaram na corte do Rei Herodes, mas sem sucesso. Herodes ao saber do nascimento do Rei dos Judeus, pediu-lhes que assim que encontrassem Jesus, o informassem.
Os reis magos, vendo surgir no céu uma luz intensa, seguiram-na, encontrando em Belém o menino Jesus. Estes ofereceram a Jesus prendas mas não voltaram à corte do Rei Herodes.
TRADIÇÕES DE NATAL. Disponível em: natal.com.pt/tradicoes-de-natal Acessado em: out. 15

A mídia e o Natal

O valor do natal para as crianças
Na época de Natal, o consumismo se torna algo muito perigoso. A mídia exaustivamente aproveita essa época para incentivar a comprar, comprar, comprar. Hoje as crianças não se contentam apenas com um presente pedido ao Papai Noel, mas fazem listas de brinquedos enormes e se frustram quando não recebem. E é justamente nessa época do ano que vemos as grandes diferenças entre as famílias. Muitas não têm sequer o que comer e outras se esbanjam em coisas supérfluas.
O psiquiatra e escritor Augusto Cury escreveu: “É um crime estimular a emoção das crianças para um consumo desenfreado. Elas têm pouco filtro intelectual, reagem sem pensar. Têm, portanto, uma capacidade de escolha em formação. Crianças e pré-adolescentes precisam ter infância e consumir mais alegria, aventuras, desafios, e menos produtos. Empresas, inclusive programas infantis, que massacram as crianças para consumir, têm uma dívida impagável com a humanidade”.
Como formar valores nas crianças no Natal
A doação e preocupação com o próximo deve ser ensinado às crianças desde cedo, inclusive durante o Natal.
Preparar sacolinhas de roupas, calçados, brinquedos e guloseimas para crianças carentes é uma forma de ensinar as crianças o verdadeiro sentido do Natal.
No começo não será fácil para a criança entender que entramos nas lojas para comprar algo que não seja para ela, mas é importante conversar e mostrar que não é só ela que gosta de brincar. Ela acabará aceitando e ainda ajudará a escolher os presentes.
O momento de maior aprendizado com certeza será a participação do seu filho na entrega das sacolinhas com brinquedos e roupas às crianças carentes. Com o passar do tempo, a criança que aprendeu a dividir e a doar, vai ficar até ansiosa em acordar cedo para levar os presentes com a mamãe e o papai, e ao chegar no local, irá se aproximando aos poucos e logo estará brincando com outras crianças.
A época do Natal é uma oportunidade muito importante para os pais ensinarem seus filhos sobre os prejuízos que envolvem o consumismo exagerado. 
Até mesmo na hora na montagem da árvore de Natal e do presépio, são momentos importantes de ensino, explicando cada significado de cada enfeite e personagens da árvore e do presépio. Nessa hora, cabe aos pais ensinarem até mesmo as crianças menores, que a árvore não está ali apenas para que os presentes sejam colocados embaixo dela.


O VALOR DO NATAL PARA AS CRIANÇAS. Devemos aproveitar o Natal para construir valores nas crianças. Disponível em:
br.guiainfantil.com/materias/natalo-valor-do-natal-para-as-criancas/ Acesso em: out. 15

Panfleto Feira de Natal 8º ano SJA